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CASAR-SE CONSIGO MESMA: SOLOGAMIA JÁ É UMA REALIDADE

Casar-se consigo mesmo: Sologamia já é uma realidade no mundo e no Brasil também. Imagine a cena… A marcha nupcial começa e lá vem ela, a noiva, parecendo flutuar com seu vestido lindo, sob os olhares de todos. No altar… nem sinal do noivo. Ele não abandonou a noiva. Na verdade, ele não existe mesmo.

Hoje vou falar de sologamia, ou seja, um tipo de casamento que tem como propósito autoafirmação do amor-próprio. Essa categoria de casamento vem sendo registrada em vários países, sendo reflexo de uma tendência de ser feliz sem ligar muito para convenções e do desejo de realizar o sonho de casar.

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O ato, embora simbólico, ou seja, sem efeito legal, representa algo como estar “fechada” ou “fechado” consigo mesmo. Isto é, não ficar esperando por um casamento para ter contentamento, independentemente de seguir padrões sociais.

O que para alguns parece algo absurdo, individualista ou até egoísta, para outros é, simplesmente, não criar expectativa sobre a chegada do “príncipe encantado”. Porém, isso não quer dizer que a pessoa não queira um(a) companheiro(a).

A sologamia apenas reforça que esperar com muita ansiedade pela “alma gêmea” é desnecessário, ao menos para quem opta por esse tipo de ritual.  A intenção não é substituir alguém ou dizer que jamais irá se relacionar seriamente com esta pessoa.

Outro detalhe interessante é que o casamento sologâmico pode ir de um ritual simples a uma celebração luxuosa, com toda a pompa de um grande enlace. Assim como nos matrimônios a dois, o porte da cerimônia sologamica pode ter orçamentos variados.

Na Itália, uma mulher prometeu aos amigos e parentes que se casaria com ela própria se completasse 40 anos e não tivesse encontrado o “homem ideal”. A promessa foi feita e cumprida, literalmente.

A noiva virou manchete de jornal, porém, fez questão de completar que, se um dia encontrar alguém com quem possa ter um futuro, tudo bem, mas isso não seria mais prioridade.

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A personagem desta história real recebeu críticas (como era de se esperar). Entre outras adjetivos, recebeu o nome de “louca”. Enquanto poucos elogiaram a iniciativa, outros disseram que essa ação não passou de um ato narcisista, de gente que quer ser o centro das atenções e ainda mandar recado para ex-companheiros nas mídias sociais. Por outro lado, há quem emitiu elogios reforçando questões como amor-próprio e necessidade de seguir em frente de forma plena e independente.

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Casamento Sologâmico no Mundo

Para não dizer que a sologamia é uma modinha restrita às mulheres… Em 2016, um italiano chamado Nello Ruggiero subiu ao altar sem noiva (ou noivo) na cidade de Nápoles.

No Japão e Canadá, já existem empresas especializadas em organizar esse tipo de casamento. Além desses países como Brasil, Austrália e Reino Unido também já registraram casamentos sologamicos.

Em 2000, a artista Gabrielle Penabaz, de Nova York, organizou uma festa para si mesma após uma desilusão amorosa. Escolheu tudo: local, flores, aliança, vestido, buffet… Desde então, vem “oficializando” o casamento de outras pessoas. A performance, além de ajudar na superação, virou negócio e rende bons lucros.

Recentemente, uma mulher celebrou seu casamento em Belo Horizonte, Minas Gerais, e atraiu simpatizantes da sologamia.O evento está sendo considerado o primeiro autocasamento brasileiro, e incluiu um momento especial no qual a noiva, em vez dos tradicionais votos, disse palavras de autoestima e autoaceitação.

Jussara Couto, de 38 anos, casou-se consigo mesma em plena praça pública na capital mineira, na presença de entes queridos e curiosos. Ao som da música Tocando em Frente, de Almir Sater, usou vestido de noiva e carregou um buquê, como manda o figurino.

Na ficção, depois de correr atrás de que quem a abandonou às vésperas docasamento, e de tramar vinganças e sofrer humilhações, Cibele, personagem de Bruna Linzmeyer casou-se com ela mesma no último capítulo de “A Força do Querer”, novela exibida pela Rede Globo.

Tem uma música da banda Ultraje a Rigor que diz “Eu me amo/Eu me amo/Não posso mais viver sem mim”. Talvez a sologamia tem essa letra como base em sua filosofia.

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Autoaceitação, amor-próprio, autoestima… tudo isso faz bem, sozinha ou acompanhada. Porém, vale a pena refletir no que diz a Palavra de Deus em Eclesiastes 4, 9-12:  “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro, mas ai do que estiver só, pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também se dois dormirem juntos, eles se aquentarão, mas um só como se aquentará? E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.”

No entanto, cevemos respeitar a opção de todo e qualquer pessoa. Seja pelo casamento tradicional ou sologamico, o que vale mesmo é ser feliz!

Beijo grande!